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ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

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13 de maio de 2020
ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA
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*EMISSÃO POSTAL COMEMORATIVA – 1º CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

A escravidão foi conhecida e praticada por outros povos sob formas e aspectos diferentes. Para que uma sociedade seja definida como escravista é preciso que o cativo seja considerado mercadoria, que o produto do seu trabalho pertença ao senhor, que sua subsistência dependa do senhor, que a condição de escravo seja vitalícia e transmissível aos filhos. Neste contexto deve ser considerada a escravidão no Brasil Colonial.

Duas razões aliadas convergiam para que Portugal decidisse iniciar o ingresso de escravos africanos. A primeira era a necessidade de ocupar o continente ameaçado pelo interesse de outros colonizadores e a segunda era a oportunidade de se implantar a lavoura canavieira, pois o açúcar era um produto caríssimo e os portugueses possuíam experiência no seu cultivo.

Assim foi estabelecido o sistema de monocultura, e a mão-de-obra escolhida foi o negro, trazido para o Brasil para preencher o papel de força de trabalho compulsória em função do modo de produção mercantilista – a grande lavoura açucareira. Durante três séculos (XVI ao XVIII), a escravidão foi aceita e praticada. A ordem social que era considerada vontade de Deus, e, portanto, não era discutida, começou a ser questionada na Europa durante o século XVIII e, neste questionamento, encontra-se a origem do abolicionismo.

A mão-de-obra tornou-se escassa; porém, existiam alternativas, mas a classe dominante continuava apegada à escravidão e a grande lavoura subsistia graças ao escravo. O processo que culminou a 13 de maio de 1888 foi longo e difícil, pontilhado de compromissos dos quais os escravos pouco se beneficiavam.

O tempo faz a história e a história por si é um processo transformador. Os anos que antecederam a abolição foram tensos e a questão abolicionista passara do âmbito intelectual, contando, agora, com o apoio de camadas populares, setores da classe média, exército e da própria realeza. O impulso final foi dado pelos próprios escravos que, com o auxílio dos abolicionistas, abandonavam as fazendas. Universalmente, a sociedade baseada no sistema escravista era repudiada. A situação era insustentável e a abolição foi assinada. O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão.

ANGELA SUMAVIELLE – Diretora do Museu da Abolição

*Fontes e Créditos: Edital nº 07 – 1988 – Artista: Darlan Rosa – Catálogo RHM C1583 e C1584.

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