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40 anos sem Glauber Rocha

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22 de agosto de 2021
40 anos sem Glauber Rocha
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Glauber de Andrade Rocha, foi um genial cineasta brasileiro. Morreu muito jovem com apenas 42 anos, no dia 22 de agosto de 1981.

No ano de 1986, os Correios e a filatelia brasileira prestaram uma homenagem a Glauber Rocha com a Emissão Filatélica Comemorativa (Créditos: Artista – Rachel Braga), cujo o texto do Edital Nº 21 – Ano 1986 (abaixo) foi assinado pela EMBRAFILME.

HOMENAGEM A GLAUBER ROCHA

Em maio de 1964, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” é apresentado no XVII Festival Internacional do Filme em Cannes, recebe o prêmio da crítica e desencadeia a repercussão do novo movimento cinematográfico brasileiro – Cinema Novo -, em escala internacional.

Glauber Rocha, o diretor do polêmico e instigante filme, era um jovem de vinte e cinco anos, que estreara no cinema com os curtas experimentais “Pátio” (1957) e “Cruz na Praça” (1959) e finalizara “Barravento” (1962), longa-metragem iniciado por Luís Paulino dos Santos. Essas realizações, além de suas atividades de crítico cinematográfico, já o haviam destacado no meio intelectual de Salvador como um dos jovens cineastas brasileiros da época.

O texto-manifesto “A Estética da Fome” e a edição do roteiro de “Deus e o Diabo”, no ano seguinte, confirmam a projeção teórica do cineasta.

Em 1966, enquanto aguardava as filmagens de seu próximo filme, Glauber realiza dois documentários de curta-metragem: “Amazonas Amazonas” e “Maranhão 66”, este último sobre a posse do então governador José Sarney. O filme seguinte, “Terra em Transe”, também conquistava reconhecimento e prêmios da crítica internacional. Antes do terceiro longa-metragem uma nova experiência, “Câncer”. E então “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, o prêmio de melhor diretor do Festival de Cannes, em 1969.

Essa premiação lhe confirma a possibilidade de realizações no exterior. “Der Leone Have Sept Cabeças” (1969), rodado na África numa co-produção franco-italiana; “Cabeças Cortadas” (1970), feito na Espanha, “História do Brasil” (1974), co-dirigido por Marcos Medeiros, realizado em Cuba e na Itália, e “Claro”, produção italiana, de 1975.

O Festival de Cannes o premiaria mais uma vez, em 1977, pelo curta-metragem “Di Cavalcanti”, uma homenagem ao pintor e amigo recentemente falecido, que provocou grande polêmica, tendo sido interditado pelos familiares do artista.

“A Idade da Terra” (1978), que contou com a participação de Norma Benguell, Jece Valadão, Ana Maria Magalhães e Geraldo del Rey, é apresentado na Mostra Internacional de Cinema de Veneza, e provoca opiniões controvertidas e apaixonadas, tendo merecido do diretor italiano Michelangelo Antonioni o comentário de que “Cada cena é uma lição de como se deve construir o cinema moderno”.

Em agosto de 1981, Glauber retorna de Portugal em grave estado de saúde. Morre no dia 22, e o seu velório reuniu inúmeros amigos, admiradores e artistas, que, logo em seguida, começaram a estudar sua obra, que se revelou bem mais ampla do que se conhecia. Hoje, reunidos no Tempo Glauber, museu e centro de estudos, encontram-se em análise textos sobre cinema, roteiros não filmados, poemas, peças de teatro, originais de livros inéditos e desenhos; exemplos de que seu trabalho continua vivo e instigante.

EMBRAFILME – EMPRESA BRASILEIRA DE FILMES S.A.

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