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18 anos sem Rachel de Queiroz

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4 de novembro de 2021
18 anos sem Rachel de Queiroz
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(Selo Postal Emissão Especial da Série Relações Diplomáticas: Brasil – Sérvia – Rachel de Queiroz e Ivo Andríc ́ – A literatura unindo continentes, arte de Marina Kalezic)

Rachel de Queiroz, foi uma tradutora, romancista, escritora e jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Nascida em Fortaleza, no dia 17 de novembro de 1910, veio a falecer em 04 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro.

Autora de destaque na ficção social nordestina, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1977, sendo inclusive a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões.

Começa a se interessar em política social no final da década de 1920 ao ingressar no que restava do Bloco Operário e Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1933 começa a dissentir da direção do partido e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, lá indo morar até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plinio Mello e Mário Pedrosa, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas.

Para fugir da perseguição por ser esquerdista, muda-se para Maceió, em 1935. À época, durante o Estado Novo, viu seus livros serem queimados junto com os de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, sob a acusação de serem subversivos. 

Em 1939, já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d’Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950).

Aos poucos, foi mudando de posicionamento político. Chegou a ser convidada para ser ministra da Educação por Jânio Quadros. Mas, em 1964, apoiou a ditadura civil-militar que se instalou no Brasil. Integrou o Conselho Federal de Cultura e o diretório nacional da ARENA, partido político de sustentação do regime ditatorial.

Para conhecer mais um pouco da história desta brilhante escritora e suas contradições nas opções políticas, sugerimos assistir a sua entrevista no Programa Roda Viva da TV Cultura em 1991:

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